Inspi entrevista o artista curitibano Beto Janz

Você já conhece o trabalho de Beto Janz da postagem A arte e o design underground de Beto Janz. Agora Beto nos concedeu uma entrevista exclusiva falando sobre seu trabalho, suas ideias e seus projetos para 2014.

Inspi: Olá Beto Janz, o Inspi gostaria de agradecer a sua disponibilidade para nos conceder essa entrevista. Primeiramente gostaríamos de saber ; você se considera mais artista ou mais designer?

Beto Janz: Eu que agradeço. Boa pergunta, gostaria de pensar que sou mais artista, mas acho que sou mais designer.

Inspi: Quando você percebeu que era um designer/artista?

Beto Janz: Meu avô tinha oficina, uma boa oficina, que ele construiu (literalmente), e nesta oficina ele passava os dias criando coisas. De móveis a instrumentos para a própria fisioterapia após sofrer um derrame.
Meu pai trabalhou muitos anos em uma empresa chamada HM (foi uma empresa com sede em Curitiba, bastante importante nacionalmente, principalmente nos anos 80, tendo seu termino ao final desta mesma década.). Meu pai era responsável em um setor desta empresa que criava e desenvolvia vitrines, decorações e também o famoso desfile de Natal com carros alegóricos, grandes arcos natalinos e etc…, fora isso sempre se dedicou à pintura.
Este foi o cenário da minha infância, sempre na oficina vendo meu avô, ou em casa vendo meu pai trabalhando. Me vejo apenas seguindo um fluxo natural, ou seja, não existe uma percepção de início.

Escultura do artista curitibano Beto Janz

 

Inspi: Você acredita nas artes visuais como ferramenta de mudança social no Brasil?

Beto Janz: Com certeza se falarmos em Artes de forma geral! Arte é cultura… bom, acredito que isso resuma bem, afinal de contas cultura essencial para qualquer povo.

Inspi: Em quais movimentos/ideias você se baseia para criar e como isso começou? (bandas, esportes, movimentos, arte, literatura)

Beto Janz: Por eu gostar de Skate e Rock’n’Roll acabei explorando mais aquilo que faz parte desses universos, mas isso é apenas um ponto de partida, pois tento analisar o mundo de uma forma que eu possa me inspirar para criar algo. Seja em jogo de futebol, seja lendo um livro ou etc.. Acredito que tudo o que passamos e vivemos são base para criação.

beto-janzInspi: Seu trabalho, em grande maioria, são projetos bastante conceituais. Como você imagina ser visto pelo público brasileiro?

Beto Janz: Não creio que meu trabalho atinja massas, acredito que ele atinge uma pequena parcela da população que se identifica com Skate e/ou Rock’n’Roll e/ou Bike e Poraí vai… Acredito que meu trabalho explora culturas que não dependem de região. Por exemplo: A Cultura do Rock’n’Roll é muito semelhante aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar do Mundo (de forma geral). Portanto imagino que o público brasileiro é como o público do restante do mundo (novamente falando de forma bem generalizada).

Inspi: Você vive 100% desse trabalho?

Beto Janz: Sim, diria que 100% como designer pela parte financeira e manter o corpo vivo e 100% como artista para manter a alma viva.

Inspi: Qual a melhor experiência que você já viveu com o seu trabalho?

Beto Janz: Várias, mas nenhuma ganha das amizades que eu fiz nesses anos. Trabalhei em alguns lugares diferentes conheci muitas pessoas interessantes e fiz muitos grandes amigos.

Série de obras do artista Beto Janz

 

Inspi: A arte, para você, precisa de justificativa?

Beto Janz: A arte é livre, dizer que não precisa seria limitar uma possibilidade, mas pessoalmente não gosto de expressar minha opinião ou justificar meus trabalhos.

Inspi: Para finalizar, conte-nos um pouco sobre seus projetos para o ano de 2014.

Beto Janz: Estou me mudando para o Canadá, não tenho nada concreto ainda, mas pretendo continuar me divertindo com Arte e Design. Como diria o Mestre Joe Strummer: “the future is unwritten”. 😉

Para conhecer um pouco mais do trabalho de Beto Janz, acesse: www.betojanz.com

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