A fotógrafa que registrou o dia a dia de um país que não existe

Quando a União Soviética entrou em colapso, no ano de 1991, algumas pessoas tomaram caminhos melhores, outros não. A parte do Sudeste da Moldávia, conhecida como Transnístria (uma pequena faixa territorial situada a leste do rio Dniestre) decidiu permanecer fiel aos ideais do comunismo e declarou-se um país independente .

Quando a fotógrafa Julia Autz soube disso, decidiu ir até lá e investigar por si mesma como era o dia a dia do país: “Eu queria tentar descobrir como é viver em um país com um futuro tão incerto”, disse ela à revista Huck.

O que Julia encontrou foi uma república auto-proclamada, com sua própria moeda, controles de fronteira, um parlamento, um hino nacional e cidadania própria. No entanto, nada disso é reconhecido pelo mundo exterior ou mesmo pela Rússia, que ainda é percebida como um farol de esperança entre os transnistrianos que sonham com um futuro melhor.

Aqueles que não fizeram a escolha desse modelo recluso de vida são os jovens da Transnístria: “Grande parte dos jovens querem deixar a Transnístria porque é cada vez mais difícil encontrar um emprego que pague o suficiente, para não mencionar o ensino da Universidade da Transnístria, que não é reconhecido fora do país. Muitos jovens me disseram que sonham em estudar na Rússia”.

Em março de 2014, durante a crise da Ucrânia e a anexação da Criméia, o governo da Transnístria pediu para se tornar uma parte da Rússia, o que eventualmente não aconteceu, tornando ainda mais incerto o futuro da Transnístria.

Fonte: Demilked

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Designer gráfico, músico e fundador do INSPI. De Curitiba para o mundo!

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