Entenda o que é crypto art e como ela funciona

Ao longo dos anos várias revoluções aconteceram no âmbito das artes, todo mundo lembra de Duchamp, artista que colocou um mictório dentro de um museu para questionar o papel da arte e do artista. A revolução da vez é da arte no ambiente digital, já pensou em adquirir uma obra de arte totalmente digital? Vem saber mais.

O que é crypto art?

A Cripto art existe desde 2018 e nada mais é que uma arte digital que possui um código único anexado à obra, o que garante que ela seja exclusiva. Da mesma forma que artistas famosos, como Pablo Picasso, tinham a assinatura em seus quadros para garantir que a obra foi feita por eles. Na arte digital essa autenticação é feita através de um non-fungible token (NFT), um token não fungível, um “selo criptográfico” vinculado a peça e que não pode ser replicado.

Vantagens para os artistas

Desde o surgimento da internet os artistas sofrem com problemas relacionados a reprodução de sua obra sem crédito. Por meio do NFT é possível autenticar qualquer material digital, como imagem, vídeo, GIF, música e até mesmo tuítes, isso mesmo! Há um site chamado Valuable by Cent, dedicado à venda de tuítes verificados por um NFT, qualquer um pode colocar a sua mensagem à venda. O próprio CEO do Twitter colocou um de seus tuítes para leilão como NFT.

A crypto art ajuda a arte digital a se aproximar da arte tradicional, pois resgata o sentimento dos colecionadores, que adquirem uma peça única. Dessa forma a escassez é uma forma de chamar a atenção dos compradores.

O que bitcoin e crypto art têm em comum?

A crypto art usa a tecnologia blockchain que já existe há alguns anos e funciona como um livro caixa que faz o registro de uma transação de bitcoin, de forma que esse registro seja confiável e imutável.

A crypto art é comprada e vendida com um tipo específico de criptomoedas, chamada Ether (ETH). Embora alguns sites permitam que você compre crypto art com cartões de crédito, quando você vender essa obra provavelmente vai receber em ETH. Ao comprar uma obra você recebe um certificado com a assinatura do artista, além de metadados sobre o arquivo digital.

Como a arte digital ganhou fama

Desde dezembro de 2020 leilões de arte digital cresceram e em fevereiro de 2021 foi o grande pico, que mostrou pessoas dispostas a investir muito dinheiro em produções originais de seus artistas favoritos. Se pessoas conhecidas pelo público em geral já adotaram esse tipo de arte, com certeza elas trarão fãs e adeptos.

Conheça os artistas que faturaram com crypto art

O designer Mike Winkelmann, mais conhecido como Beeple, faturou 3,5 milhões de dólares em um lote de artes disponíveis por apenas 5 minutos. Justin Roiland, um dos cocriadores da série Rick and Morty também colocou algumas artes à venda e conseguiu 150 mil dólares em uma única ilustração.

Já Rafael Grassetti, que trabalhou como diretor de arte no game God of War (2018), lançou sua primeira coleção de esculturas baseadas em figuras importantes da crypto art.

 Músicos também estão vendendo suas canções no mercado de NFT, Mike Shinoda, integrante do Linkin Park e do Fort Minor, vendeu dez unidades de uma animação com um trecho de sua canção.

A ideia da crypto art é ótima, mas logo a pergunta “o que é arte?” surge, pois se até mesmo um tuíte pode ser vendido como arte, parece que o conceito que aprendemos na escola mudou há muito tempo ou até hoje não chegamos a uma resposta concreta.

Fontes: TecMundo, Jovem Nerd, Revo Space, Nifty Gateway, Crypto History, Pexels

Maria Tosin é graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Mídias Digitais pela Universidade Positivo. É criadora do blog pippoca.com, atuou como pesquisadora na área de artes e mídias digitais, também atuou em agências de publicidade. É uma entusiasta da criatividade e de tudo que envolve o processo criativo.