Exposição de Mariê Balbinot traz reflexão sobre mundo pós-Covid

A Galeria Fita SP recebe no próximo dia 24 a exposição SOBREVIVIDA da artista visual curitibana Mariê Balbinot. Inspirada pelo mundo pós-pandemia, Mariê procura mergulhar na experiência de se sentir sobrevivente em um uma realidade de mundo completamente diferente alterado pelo Covid-19. Continuação de sua exposição anterior, SOBRE VIVER, produzida dentro de casa durante o período de confinamento e isolamento social, SOBREVIVIDA reúne gravuras e pinturas que promovem uma imersão nos sentimentos de Mariê após a reinserção no mundo depois do confinamento.  

Integrando peças que fizeram parte da mostra anterior, Mariê procura trazer, na comparação com seu trabalho anterior, um olhar para o futuro abordando pautas políticas e tratando de questões pessoais como seu lugar como mulher na sociedade e a comunidade LGBTQIA+.  

“SOBRE VIVER foi um olhar mais para dentro, e SOBREVIVIDA é o olhar para fora, para o que está acometendo nossas vidas enquanto seres sociais com diversos recortes. Em SOBRE VIVER eu estava em casa lidando com minhas questões mais pessoais, e SOBREVIVIDA estou na luta, nas ruas, nas relações interpessoais e como lido com isso tudo”, contou Mariê. 

Com realização da Ponte Cultural, curadoria de Marco André Tosatth e patrocínio da cerveja Amstel, a exposição procura desbravar a sociedade e suas mudanças após a pandemia do Covid-19, através do olhar social e militante da arte de rua, trazendo uma reflexão sobre a condição de sobreviventes após a crise sanitária. 

Artista visual curitibana Mariê Balbinot
Mariê Balbinot. Foto: Célio Silva

“SOBREVIVIDA é como me sinto ao olhar para o lado e reconhecer, em uma noite de festa, que todo mundo que divide o espaço comigo e está desfrutando daquele momento e socializando com múltiplas pessoas — como se há pouquíssimo tempo não estivéssemos trancafiados na solidão de uma pandemia global — só está ali porque venceu, sobreviveu. E em meio a tantos processos, eu, SOBREVIVIDA; do caos das minhas emoções, da repressão de um desgoverno que esmagava ainda mais as possibilidades de passarmos de maneira mais branda esse período tão delicado para o mundo”, afirma a artista. 

A exposição estreia no dia 24 de junho e estará aberta das 9h as 18h de segunda a sábado e de 10h as 17h nos domingos. A mostra ficará em atividade na galeria até o dia 15 de julho.

Endereço: Galeria Fita SP
Rua Maj. Sertório, 209 – Vila Buarque, São Paulo – SP

Designer Gráfico há 15 anos. Natural de Curitiba/PR À frente do Inspi desde 2013. Apaixonado por arte, música e cultura visual.