Hoje em dia, tirar uma selfie é algo simples, rápido e quase automático. Basta abrir a câmera do celular, escolher o ângulo e registrar o momento em segundos. O que parece banal atualmente, porém, só se tornou possível graças a décadas de avanços tecnológicos, experimentos e muita curiosidade de inventores que ajudaram a transformar a fotografia no que conhecemos hoje.
Muito antes das câmeras frontais, filtros e redes sociais, um homem já testava a ideia de apontar a lente para si mesmo. Seu nome era Robert Cornelius, considerado o autor da primeira selfie da história.

Cornelius e a fotografia
Nascido em Filadélfia, em 1809, Cornelius era fabricante de lâmpadas e vinha de uma família de classe média alta, o que lhe garantiu acesso a boa educação desde cedo. Ainda jovem, demonstrou interesse por química e técnicas de metalurgia, conhecimentos que seriam decisivos em sua trajetória.
Em 1831, aos 22 anos, passou a trabalhar no negócio da família, tornando-se especialista em revestimentos de prata e polimento de metais. Seu talento chamou atenção justamente em um momento de grande novidade: o surgimento do Daguerrótipo, uma das primeiras tecnologias de fotografia da história, criado por Louis Daguerre.
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Pouco tempo depois, Cornelius foi convidado a produzir uma placa de prata para um equipamento fotográfico da Central High School, na Filadélfia. Esse contato despertou nele o interesse definitivo pela fotografia.
Foi então que, em outubro de 1839, do lado de fora da loja da família, ele realizou um experimento histórico: posicionou a câmera, entrou no enquadramento e permaneceu imóvel por cerca de dez minutos para registrar a imagem. O resultado ficou conhecido como o mais antigo autorretrato fotográfico intencional já feito, em outras palavras: a primeira selfie da história.
Cornelius ainda trabalhou com fotografia até 1843, mas acabou retornando ao ramo de iluminação e gás da família, onde permaneceu até se aposentar, em 1877.
Quase dois séculos depois, a cena mudou completamente. O que antes exigia equipamentos pesados, conhecimento técnico e longos minutos de espera, hoje cabe na palma da mão. Ainda assim, a história fica aí para ser contada.
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