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Marcas gringas são as mais lembradas por brasileiros na Copa, aponta estudo

Foto: Caio/Pexels

Um estudo da agência anacouto, realizado por meio da ferramenta Valometry, revela que as marcas estrangeiras continuam sendo as mais associadas pelos brasileiros à Copa do Mundo, mesmo em um país que vive intensamente o futebol.

A pesquisa, realizada entre abril e maio de 2026 com 1.185 entrevistados em todo o Brasil, aponta que mais de 80% dos brasileiros se interessam pela Copa do Mundo e 67% afirmam prestar mais atenção às marcas durante o torneio. Além disso, 72% percebem quando uma empresa tenta se aproveitar do evento de forma oportunista.

O levantamento mostra que a esperança é o sentimento mais associado à Seleção Brasileira, citada por 25% dos entrevistados. Para 44%, as vitórias da equipe aumentam o orgulho pelo país, enquanto 26% acreditam que elas melhoram a imagem do Brasil no exterior.

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A televisão aberta segue como principal meio para acompanhar os jogos, mencionada por 79% dos participantes. No entanto, o consumo é cada vez mais distribuído entre diferentes plataformas, com destaque para SporTV (32%), Premiere e CazéTV (22% cada), Globoplay e YouTube (20% cada). Fora das partidas, Instagram (44%) e YouTube (40%) são os canais mais utilizados para acompanhar conteúdos sobre a competição.

Quando o assunto é lembrança espontânea de marcas ligadas à Copa, o ranking é liderado por Nike (53%), Adidas (47%) e Coca-Cola (36%). Entre as brasileiras, Brahma e Itaú aparecem mais abaixo, ambas com 16%, evidenciando a força das empresas globais na memória do torcedor.

O cenário muda, porém, quando a pesquisa analisa a intenção de consumo. Nesse indicador, as marcas brasileiras apresentam desempenho mais competitivo, especialmente nos setores financeiro e de alimentos e bebidas. A categoria de alimentos e bebidas registrou os maiores índices de consideração do estudo, com Coca-Cola liderando com 76% e Sadia alcançando 61%, demonstrando que as empresas nacionais conseguem converter melhor a conexão com o público em intenção de compra.

Segundo Ana Couto, o papel das marcas vai além da simples exposição durante o torneio. “O contrato com a FIFA continua sendo um ativo relevante, mas a legitimidade para falar de Copa do Mundo hoje vem também de criatividade, consistência e presença genuína no cotidiano do torcedor. Patrocínio garante presença. Pertencimento se constrói por fora dele”, afirma.

O estudo conclui que, embora as marcas globais dominem a lembrança espontânea dos brasileiros durante a Copa do Mundo, as empresas nacionais mostram maior capacidade de competir quando o assunto é preferência e intenção de consumo, apontando oportunidades para transformar a paixão nacional pelo futebol em valor de marca.

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