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O skate californiano dos anos 1970 pelas lentes de Hugh Holland

O skate mudou muito desde os anos 1970. As transformações aparecem não apenas nos formatos dos shapes e na evolução da tecnologia, mas também na maneira como os skatistas se vestiam, se movimentavam e ocupavam a cidade. Para o fotógrafo Hugh Holland, foi justamente esse estilo que despertou seu interesse pelo skate.

Em entrevista à Russh Magazine, Holland resumiu sua relação com aquela cena: “O estilo era incrível. Isso foi o que me trouxe ao skate primeiramente. Eu sempre digo que é como um balé em concreto”.

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Foto: Hugh Holland (Reprodução)

Durante alguns anos, o fotógrafo acompanhou de perto adolescentes da Califórnia e registrou o crescimento de uma cultura que ainda estava encontrando sua própria identidade.

Suas fotografias mostram skatistas em ruas, piscinas vazias e outros espaços improvisados, captando tanto a prática do esporte quanto o comportamento de uma geração.

Foto: Hugh Holland (Reprodução)

Na década de 1970, uma forte seca atingiu a Califórnia e deixou inúmeras piscinas residenciais vazias. O que poderia ser apenas um efeito da falta de água acabou criando novos espaços para os skatistas, que passaram a explorar essas estruturas como pistas. As piscinas ganharam curvas e paredes inclinadas que permitiam novas manobras e ajudaram a definir a estética do skate daquela época.

Nas imagens de Holland, esse período aparece marcado por meias de cano alto, cabelos ao vento, roupas casuais e uma aparência distante da estética mais comercial que o skate assumiria nos anos seguintes. O fotógrafo registrou esses jovens em um momento em que o skate ainda estava profundamente ligado à experimentação e à vida nas ruas.

Foto: Hugh Holland (Reprodução)

Essa atmosfera, no entanto, começou a mudar no final da década. Em 1978, Holland encerrou seu trabalho de documentação da cena. O fotógrafo descreveu aquele período como uma ruptura com o espírito que havia encontrado alguns anos antes.

“Foi o último ano do espírito livre”, disse ele a Russh. “Mas na realidade, a razão de eu ter parado foi por não gostar de fotografar os logotipos das marcas, você sabe”.

A declaração ajuda a entender uma mudança que ia além da fotografia. Conforme o skate ganhava popularidade, as marcas passaram a ocupar um espaço cada vez maior dentro da cultura. A presença de logotipos e interesses comerciais começou a alterar uma cena que, para Holland, tinha sido marcada principalmente pela espontaneidade dos skatistas e pela liberdade de experimentar.

Foto: Hugh Holland (Reprodução)

Décadas depois, suas fotografias continuam sendo um registro importante daquele momento. Além de mostrar manobras, elas preservam roupas, gestos, espaços e comportamentos que ajudam a compreender como o skate californiano se tornou parte da cultura visual dos anos 1970.

Hugh Holland partiu em fevereiro de 2025, aos 82 anos, deixando este grande legado de registros do esporte. Seu trabalho está eternizado no livro Locals Only: California Skateboarding 1975-1978, que foi lançado com o fotógrafo ainda em vida, em 2012 pela editora Ammo.

Confira mais algumas fotos de Hugh Holland:

Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Fotos: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)
Foto: Hugh Holland (Reprodução)

Fonte: My Modern Met | Hugh Holland

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