Modo escuro Modo claro

De Carmen Miranda a Albert Einstein: o que entra em domínio público em 2026

Representação de Carmen Miranda e Albert Einstein - Imagem gerada por inteligência artificial

Em 1º de janeiro de 2026, um conjunto significativo de obras passa a integrar o domínio público no Brasil. A mudança ocorre porque a legislação brasileira estabelece que os direitos patrimoniais de uma obra expiram 70 anos após a morte de seu autor, contados a partir do início do ano seguinte ao falecimento. Assim, entram em domínio público os criadores que morreram em 1955.

Esse movimento costuma despertar interesse de pesquisadores e editoras, bem como de artistas, designers, produtores culturais e educadores. Com o fim da proteção patrimonial, textos, imagens, músicas e obras artísticas podem ser reproduzidos, adaptados e redistribuídos legalmente, respeitando sempre a autoria e a integridade da obra original.

Confira alguns dos principais nomes que entram em domínio público em 2026:

Artes

Entre os nomes mais emblemáticos está Carmen Miranda. Ícone da cultura brasileira e figura central na construção de uma imagem do Brasil no exterior, Carmen deixou músicas e criações autorais que passam a poder ser reutilizadas. Gravações específicas e filmes produzidos por estúdios podem ter outras camadas de proteção, mas letras e composições de sua autoria entram em domínio público.

Pintura do artista Fernand Léger – La femme et l’enfant (Mother and Child) – 1922 – Fonte: Wikimedia

No campo das artes visuais, 2026 marca a liberação das obras de nomes fundamentais do modernismo e do surrealismo. Fernand Léger, referência do modernismo europeu, Yves Tanguy, um dos principais surrealistas, Nicolas de Staël, entre abstração e figuração, além de Victor Brecheret, nome central da escultura modernista no Brasil, terão suas obras liberadas para uso.

Literatura 

A literatura também ganha destaque em 2026. O alemão Thomas Mann, vencedor do Nobel de Literatura, terá romances como A Montanha Mágica e A Morte em Veneza em domínio público. Outro nome bastante conhecido é Dale Carnegie, autor de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, um dos livros mais populares do século 20. Poetas como Wallace Stevens e Robert P. Tristram Coffin também passam a ter suas obras livres para reprodução.

Leia também: Amazon divulga livros mais vendidos no Brasil em 2025

Ciências 

No campo científico, o nome mais simbólico é Albert Einstein. Seus artigos, ensaios e textos científicos entram em domínio público em 2026, facilitando a publicação de coletâneas, materiais didáticos e projetos editoriais baseados em seus escritos originais. Ainda assim, o uso comercial de sua imagem e de fotografias famosas pode envolver outros direitos, ligados a fotógrafos ou instituições.

Mural com imagem icônica de Albert Einstein em St.Petersburg, Russia – Foto: Gogiyan (Depositphotos.com)

Outro nome de enorme impacto é o do médico e bacteriologista Alexander Fleming, responsável pela descoberta da penicilina. Seus textos, artigos científicos e registros autorais passam a poder ser reproduzidos e estudados livremente. Também entra em domínio público a obra do matemático Hermann Weyl, um dos pensadores mais influentes do século 20 nas áreas de matemática e física teórica.

Estas são apenas algumas obras e nomes que terão seu direitos livres para uso em 2026. A entrada dessas obras em domínio público representa uma oportunidade concreta de ampliar o acesso à cultura e ao conhecimento. Ao mesmo tempo, exige atenção aos limites entre a obra original e edições, traduções ou registros posteriores que continuam protegidos. Em 2026, o patrimônio intelectual disponível para reutilização cresce de forma expressiva, conectando arte, literatura e ciência.

Veja também:

< Anterior

Conheça o livro mais completo e sofisticado sobre história do design gráfico