23 July, 2019

O homem que tentou inventar o botão “Curtir” na década de 1930

Você pensa que o botão de curtir foi invenção do Facebook? Não, senhor(a). Na década de 1930, um homem esperava criar um dispositivo que poderia enviar um feedback à estações de rádio com o apertar de um botão. Ele batizou o projeto de “Radiovota”. Entenderam? O rádio eleitor.

frutga2mjtuclasfnscg

A história

Dr. Nevil Monroe Hopkins (na foto acima, à esquerda), era um engenheiro de pesquisa e professor de engenharia elétrica na Universidade de Nova York. Ele imaginou um mundo onde a mídia de transmissão poderia realmente se tornar uma via de mão dupla de comunicação. O radiovota era uma pequena caixa que se conectava ao seu rádio. Continha três botões: Presente, Não e Sim.

Ao usá-lo, as pessoas poderiam dizer se gostaram ou não de uma canção, ou poderiam se comunicar com os políticos por meio desse sistema inovador, auxiliando também no processo democrático. Pelo menos essa era a ideia tecno-utópica do Dr. Hopkins.

No dia 10 de junho de 1937, o jornal Laurens Sol, do estado de Iowa explicou que estava chegando o dia em que o “presidente dos Estados Unidos poderia fazer uma pergunta a seus ouvintes de rádio sobre alguma questão de política pública e receberia respostas imediatas de milhões de pessoas”.

Infelizmente, o dispositivo era muito primitivo, como você pode ver nas ilustrações abaixo, tiradas da edição da revista Radio-Craft, de junho 1934.

ttbvudehlxzxwtjeaa45

Uma vez que o botão fosse pressionado, levaria cerca de 7 horas para a invenção de Hopkins ser registrada em uma estação de monitoramento. Não é exatamente um dispositivo instantâneo ou preciso, mas foi o melhor que o cientista podia conceber, tendo em vista a tecnologia precária da época. No entanto, as pessoas estavam otimistas de que isso poderia levar a coisas incríveis.

Ele teve a ideia há quase 80 anos atrás e hoje vivemos em um mundo onde podemos dar opinião, no entanto, muita vezes as pessoas banalizam esse poder. O sonho do Dr. Hopkins é uma realidade e nós sabemos que o botão “curtir” é agora, onipresente.

Adaptado de Paleo Future

Share

Comentários: