A arte pode funcionar como um remédio para tratar doenças

Com certeza você se sentiu melhor depois de fazer uma pintura, um desenho ou qualquer outra atividade que envolva processo criativo. Não é de hoje que especialistas observam que a arte pode ajudar pessoas e cada vez mais pesquisas vêm surgindo sobre o tema. Vem saber mais!

O programa Arte Curadora (Healing Arts Program), do Sistema de Saúde Montefiore do Albert Einstein College of Medicine (EUA), é um projeto que usa a arte no processo de recuperação dos pacientes oncológicos adultos, oferecendo uma variedade de atividades, enquanto eles recebem tratamento de quimioterapia. O projeto inclui artesanato, pintura, desenho, colagem e pode envolver membros da família. Além disso, os profissionais usam o empenho criativo como parte de uma abordagem terapêutica para ajudar os pacientes a relaxar, diminuir a ansiedade, a dor e compartilhar seus pensamentos.

O estudo mostra que o processo criativo age na cura, no bem-estar e na melhora da saúde dos pacientes e ainda em uma série de itens:

– Ajuda os pacientes a expressarem pensamentos e emoções que podem ser difíceis colocar em palavras

– Diminui o estresse e a ansiedade

– Ajuda no relaxamento

– Ajuda os pacientes a se conectarem com si mesmo em um nível profundo

– Ajuda os pacientes a encontrarem significado em experiências de vida

– Ajuda a família e os pacientes a lidarem com a dor da perda

– Auxilia na formação de novas conexões com as pessoas

Conheça a arteterapia

Já há um tipo de terapia que utiliza recursos artísticos com finalidade terapêutica, a arteterapia. Segundo a União Brasileira de Associações de Arteterapia (UBAAT), a abordagem é um modo de trabalhar utilizando a linguagem artística como base da comunicação, ou seja, ao invés de você conversar com o profissional de psicologia, você irá se comunicar através da arte, mas existem diversas aplicações para essa abordagem, desde prevenção até reabilitação dos pacientes.

O primeiro psiquiatra a utilizar a arteterapia no consultório foi Carl Gustav Jung, ele afirmou que a criatividade tem uma função psíquica natural, estruturante. Segundo Jung, a energia psíquica não muda de objeto enquanto não se transforma. A atividade plástica e a criatividade são funções psíquicas inatas que contribuem com a evolução da personalidade e com a estruturação do pensamento.

À medida que a psicologia e a medicina avançam é possível identificar o poder da arte na vida de todos nós. Muitas pessoas não se acham criativas, mas essa característica faz parte de todo ser humano, basta apenas praticá-la para promover o bem-estar, a saúde e favorecer a cura.

Fontes: UBAAT, SciELO, Setor Saúde

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Maria Tosin é graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Mídias Digitais pela Universidade Positivo. É criadora do blog pippoca.com, atuou como pesquisadora na área de artes e mídias digitais, também atuou em agências de publicidade. É uma entusiasta da criatividade e de tudo que envolve o processo criativo.